Lições que podemos aprender com nossos gatos

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Há algum tempo sou assinante da newsletter do site Medium, onde a Medium Daily Digest me envia uma coletânea de postagens interessantes sobre os assuntos mais variados.

Como amante de felinos e conteúdos bem-humorados uma postagem do Hackernoon me chamou a atenção com o título Design Thinking Lessons from our cats (recomendo fortemente que leiam na íntegra – conteúdo em inglês).

Resolvi então compartilhar um pouco com vocês do que o autor descobriu ao conviver com seus gatinhos.

Pense dentro da caixa (think inside of the box)

Gatos sabem como entender o escopo de problemas adequadamente.

Todo mundo já ouviu aquela famosa frase “pense fora da caixa.” Porém, o Hackernoon salienta que levou vários anos, muitos problemas complexos, e dois gatos, para perceber o quão ruim este conselho é.

Você não pode resolver um problema bem por apenas pensar fora da caixa. Você tem que entender a caixa: Quão grande é? É feito de papelão? Tecido? Será que tem amendoins de embalagem nele ou aqueles plástico bolhas? O pensamento de projeto exige compreensão de restrições, ou seja, de escopo.

Ultrapasse fronteiras

Pensar dentro da caixa não significa que você tem que ficar dentro dela. Os gatos não se permitem ser limitados pelas leis da física quando se trata de montagem em caixas. Eles assumem a sua forma líquida e graciosamente permitem que seus lados fofinhos se derramem pelas bordas.

A chave para o seu sucesso é a flexibilidade e priorização. Quando determinado um problema ambíguo ou complexo, como uma caixa aparentemente muito pequena, um gato priorizará quais partes devem entrar dentro da caixa para que o gato e a caixa possam alcançar um estado de equilíbrio estável.

Gato e caixa se tornam um. A lição óbvia aqui é que, uma vez que você compreende as restrições de um problema, você sabe quais impulsionar para alcançar seus objetivos.

Seja preguiçoso

Gatos não gostam de trabalhar duro. Eles não trabalham por causa do trabalho. Eles avaliam o custo, os benefícios e o impacto e fazem compromissos vantajosos.

O gato remonta às suas raízes ancestrais, onde a evidência sugere que os gatos primitivos domesticaram-se quando viram o valor em oferecer carinho em troca de uma fonte constante de alimentos. Quando você é movido pela preguiça, você é forçado a dar uma olhada em seus recursos e fazer trocas.

Não tenha medo de errar

Os gatos falham o tempo todo. Eles abraçam o fracasso com um nível admirável de vigor.

Para os olhares ingênuos poderia parecer como se eles fossem idiotas e descuidados, incapazes de um pensamento crítico. Mas um observador mais perspicaz reconheceria sua estratégia: protótipação e iteração.

Os gatos não são desencorajados pelo risco de ficarem mudos e sendo ridicularizados enquanto experimentam e exploram seu ambiente, presumivelmente em busca da posição ideal para dormir ou de uma solução para o aquecimento global (eu suponho que ambas são possibilidades igualmente viáveis).

 

(tradução e adaptação minhas, crédito da imagem de capa para o felino do autor do Hackernoon)

Mariéllen Ivo
Analista de sistemas, desenhista, pesquisadora sobre usabilidade em sistemas computacionais e interessada em software livre e gamificação.